Cultura

Júri de Ellen Pao chega ao veredicto

SÃO FRANCISCO - O veredicto está dado.

O júri no julgamento de Ellen Pao contra a influente empresa de capital de risco Kleiner Perkins Caufield & Byers anunciará sua decisão em breve em um processo de discriminação sexual que hipnotizou o Vale do Silício.

O júri lerá sua decisão para o juiz do Tribunal Superior de São Francisco, Harold Kahn, às 14h. PT. O resultado neste caso histórico de um mês pode ter um impacto de longo alcance em como toda a indústria de tecnologia contrata, trata e promove as mulheres.

Pao, 45, processou a prestigiosa empresa por US$ 16 milhões em danos. Ela acusa Kleiner Perkins de promover homens em detrimento de mulheres e ser punida depois de reclamar. Pao foi demitida em 2012. Atualmente, ela é a CEO interina do site de notícias sociais Reddit.



A Kleiner Perkins contesta as alegações de Pao e afirma que cerca de 20% de seus sócios seniores são mulheres - três vezes mais que a média da indústria. A empresa afirma que Pao era um funcionário hostil que criou tensão e desconfiança.

O júri teve que decidir se o gênero de Pao e as avaliações de trabalho ruins foram as razões pelas quais Kleiner Perkins não a promoveu a sócia sênior. O júri composto por seis homens e seis mulheres também considerou se a Kleiner Perkins não tomou medidas razoáveis ​​para evitar a discriminação de gênero e se a empresa prejudicou Pao.

Pao também pode receber danos punitivos, potencialmente adicionando dezenas de milhões ao seu pedido. Esse valor seria determinado posteriormente.

Independentemente do resultado, o julgamento levantou a cortina de uma das empresas de capital de risco mais prestigiadas e secretas do Vale do Silício. Os críticos dizem que o preconceito de gênero permeia a indústria de tecnologia em geral, criando uma cultura hostil para mulheres e minorias.

Muitos dos maiores players de tecnologia, incluindo Apple, Twitter, Facebook e Microsoft, relataram que sua base de funcionários é majoritariamente masculina e branca. Na semana passada, duas ex-funcionárias do Facebook e do Twitter processaram suas respectivas empresas por suposta discriminação de gênero.